A Bolina tem história para contar...

Tudo tem um princípio e a Cerveja Bolina não foge à regra. Muitos bons e menos bons momentos valeram a pena viver e ultrapassar para podermos contar esta história. Alguns de vocês fizeram parte dela, outros ainda farão mas, de um modo geral, contamos com todos para que a história continue...

FASE 1 - O PROJECTO BOLINA (2008)

A MMCL - Cervejeiros, Lda que produz cerveja artesanal sob a marca BOLINA é um projeto que se iniciou há cerca de 10 anos (2008). A empresa é constituída por quatro sócios, Álvaro/Camila, Duarte, José e Miguel, que para além de serem amigos, partilhavam o gosto pelas cervejas artesanais.

Numa fase inicial e por ser um mercado praticamente inexistente em Portugal, importávamos e frequentávamos alguns dos poucos bares da especialidade em Lisboa, existentes na época, com o objetivo lúdico de degustar novos estilos, novos sabores, novos aromas e disfrutar de novas experiências. Em 2008, considerámos que poderia ser interessante, divertido e entusiasmante, fabricar as nossas próprias cervejas para partilharmos com amigos.

Dedicámo-nos ao estudo da bibliografia disponível, conceitos químicos e biológicos, no sentido de podermos produzir as nossas cervejas de acordo com os estilos pretendidos e adquirir o “KnowHow” necessário. Começámos por comprar pequenos equipamentos que nos permitissem iniciar a produção em casa. Fomos evoluindo tecnicamente com todas as experiencias que desenvolvemos, claro que, com algumas boas e más surpresas. No entanto, foram tempos muito divertidos para nós e para os nossos amigos.

Depois de várias e boas experiências com os nossos pequenos equipamentos, de capacidade inferior a 50 litros, considerámos que já possuíamos os conhecimentos e conceitos adequados, para desenvolvermos um projeto de produção fabril de cerveja artesanal. Investimos ainda mais no desenvolvimento dos necessários conhecimentos técnico-científicos, aplicação prática de conceitos e na produção artesanal de bebidas inovadores para o mercado português.

O Miguel e o Duarte (irmãos gémeos) já possuíam quase todos esses requisitos, porque viajavam anualmente para a Alemanha, tendo aprendido e desenvolvido conhecimentos importantes na produção de cerveja artesanal. Nesta fase, com capitais próprios, desenvolvemos as estratégias de produção e comercial, com o objetivo de projetar e construir a fábrica, assim como, para nos iniciarmos nas vendas no mercado nacional. Baseámos o projeto nas mais valias e diversas competências de cada um dos sócios.

FASE 2 - TESTES, PROVAS E ANALISAR O MERCADO PORTUGUÊS (2010)

2010 e 2011 foram tempos de pesquisas, análises de mercado e preparação para a produção fabril. O projecto passou de um forte desejo de 4 amigos, para a materialização física. O mercado português, na nossa opinião, estava numa fase favorável para um projeto deste tipo, revelando espaço e abertura para um produto inovador (com pouca expressão no mercado até então) e de qualidade superior.

Contudo, tínhamos perfeita noção, de que, apesar da lacuna desse produto no mercado português, não iria ser fácil a sua introdução. Teríamos de ter capacidade para dar visibilidade e desenvolver mercado para um produto desconhecido, propondo uma forma totalmente diferente de consumir cerveja, principalmente a consumidores habituados ao consumo de vinho e de outro tipo de bebidas.

Seria necessário, não só produzir uma boa cerveja, diferenciada, que agradasse, como percorrer um longo caminho de divulgação e aceitação da nossa proposta de bebida inovadora, que conseguisse com que os portugueses aceitassem e aprendessem a gostar do sabor da verdadeira origem da cerveja. No fundo, desenvolver um projeto arrojado, de fabricar e vender em Portugal, um tipo de bebida com grandes tradições no Norte e Centro da Europa.

Era, portanto, necessário “abrir caminho ao e no desconhecido”. Como consequência,replicar modelos seculares de desenvolvimento do conceito “Cerveja Artesanal” como aconteceu com muitos outros países da Europa, nomeadamente, em Inglaterra, Alemanha, Bélgica e República Checa de onde muitos estilos de cerveja são oriundos.

Percebemos rapidamente que, ou o faríamos nós, ou as tendências evidenciavam que outros o fariam, e a hora era aquela, para apostarmos neste projecto. Verificou-se o que preconizámos, num curto espaço de tempo, surgiram as primeiras microcervejeiras artesanais em Portugal e a Bolina foi uma delas.

FASE 3 - A FÁBRICA, OS EQUIPAMENTOS E O NOME (2012)

Em 2012 foi criada a sociedade MMCL-Cervejeiros, Lda, (que fabrica cervejas sob o nome da marca Bolina) com fábrica sediada na Vila de Azambuja, tendo sido nomeados gerentes da empresa a Camila e o José. Os pequenos equipamentos de 20/50 litros passaram a fermentadores e cubas com capacidade para 500 Litros de cerveja e os pequenos sacos de malte e lúpulos passaram a grandes sacas importadas, com mais de 30 quilos de matéria-prima.

A fábrica da Cerveja Bolina é um espaço amplo e arejado, ideal para o bom funcionamento de todos os materiais e maquinaria necessária para a produção de cerveja artesanal. Vale a pena conhecer!

 O local escolhido para a implantação da fábrica de cerveja artesanal, foi a Vila de Azambuja, cujo Município, se predispôs desde o início a apoiar o projeto. Inicialmente e por não existir tradição na indústria de fabrico de equipamentos no país, para projetar e montar uma fábrica de cerveja artesanal, tivemos de importar todos os equipamentos inicias na Eslováquia. Situação que mudou substancialmente, atualmente já é possível comprar todos estes equipamentos em Portugal, aliás, os nossos últimos fermentadores de 1.000 Lts já foram fabricados e adquiridos no país.

O NOME E O LOGOTIPO

O nome da marca tinha de ser um nome português e foi com base no método de navegação adoptado pelos portugueses (bolinar) que o nome Bolina e o logotipo, em formato de caravela, surgiram. A cor azul deve-se ao mar e o recente aparecimento do amarelo nas caricas, resultou da perceção que tivemos de que se deveriam destacar e diferenciar das demais.

 

Estudo do logotipo, do lettering, da imagem institucional e dos rótulos

O ano de 2013 foi dedicado a produções de teste. Foi tudo testado e legalizado: equipamentos, receitas, períodos de fermentação, métodos de engarrafamento, acondicionamento, possíveis formas de distribuição, adoção de normas e procedimentos de trabalho.

FASE 4 - A PRIMEIRA PRODUÇÃO OFICIAL DA BOLINA (2014)

No início de 2014, a Azambuja testemunhava a 1ª produção oficial de cerveja artesanal da região. Foi o ano de lançamento da marca Bolina que contou inicialmente com 3 estilos distintos de cerveja artesanal: Pilsner, Stout e Weiss e muito pouco tempo depois com a produção de mais 3 estilos distintos: Blonde Ale, IPA e Nelson Sauvin IPA.

Linha cronologógica das cervejas standard da Bolina

Os sócios acreditam, que estes são os estilos que abrangem a maioria dos gostos e tendências mais consensuais no mercado português, e que, consequentemente, garantirá maior implantação no mercado. Assumindo rapidamente a produção destes 6 estilos permanentes, a marca Bolina também inclui no seu portfólio de oferta, edições limitadas de cervejas sazonais e de cervejas produzidas em parceria com outras marcas artesanais, nas quais se fundem os conhecimentos e a experiência dos respectivos mestres cervejeiros. Exemplo disso foi a pequena grande Imperial Porter “1/4 Escuro”, a mini de 25cl produzida na Fábrica da Bolina em parceria com a Cerveja Aroeira e Passarola Brewing.

 
Tiago Alves (Produtor da Bolina), (atrás ?), Emanuel Alves (Produtor da Bolina), Pedro Lima (Cervejeiro da Aroeira), Miguel Nozolino (Duque Brewpub), Miguel Meneses (Cervejeiro da Bolina), José Guilherme (Director Comercial da Bolina). De referir a importante presença de André Pintado J. Gonçalves (Cervejeiro da Passarola Brewing) que não estava presente na foto.

FASE 5 - MODERNIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DAS TENDÊNCIAS (2017)

 

 
Nova linha gráfica e design desenvolvidos por João Martins (ver: http://www.packagingoftheworld.com/2018/02/bolina-beer-labels.html)
 

 

Hoje, a oferta permanente dos 6 estilos mantém-se, mas com uma imagem renovada recentemente. A imagem dos rótulos passou a ser mais irreverente e apelativa, no sentido de se distinguir, quando exposta, a todas as outras marcas que, entretanto, surgiram no mercado. Os estilos passaram a ter nomes modernos e disruptivos, que criam maior impacto nos consumidores, continuando alguns deles, referenciados com a temática marítima, como são os exemplos das, Pilsner “Rajada”, IPA “Atlântida” e da Weiss“Lobo do Mar” .

 

Tríptico de centro de mesa dos restaurantes DiCasa

Atualmente a empresa emprega três colaboradores, para além dos sócios e apresenta uma capacidade aproximada de 100 mil litros anuais. Inicialmente, de uma entre meia dúzia de cervejeiras artesanais, a Bolina é hoje uma entre mais de 150 marcas de cerveja artesanal existentes em Portugal.

De referir e por nos merecer particular relevância, temos disponibilizado as nossas instalações, para o desenvolvimento de trabalhos académicos, ao nível do ensino secundário, que se têm destacado, por terem vencido prémios nacionais e internacionais.

 Bolina cervejas,